SALA B
Esta sala é não é tanto sobre Roque Gameiro, nem a sua técnica da aguarela. É mais sobre os meus modestos dotes nesse género, o meu gosto pelo passado e pelas palavras ligadas às imagens. Ele ilustrou um livro de Júlio Dinis: As Pupilas do Senhor Reitor. Eu ilustrei amores adolescentes ao som de óperas e canções dos anos 90. Ele correspondia-se com o rei D. Carlos. Eu consegui roubar um olhar sorridente à rainha Beatriz da Holanda, numa das suas raras aparições na praça Dam, em Amesterdão – estava eu de visita àquele país onde estudei no final dos anos 90. Mas isso são outras histórias.
Correspondência real. Um telegrama e uma carta de Tomás de Mello Breyner, Conde D'Amasso e secretário do rei D. Carlos (para além de reconhecido médico). O telegrama marca uma reunião entre os dois e é endereçada à casa na Amadora. A carta agradece um grupo de pinturas adquiridas para a Rainha.
Eu também fiz aguarelas
"- E você, sua rata de sacristia, tem alguma coisa com isso? Que lhe importa saber se eu chego tarde ou cedo?" Júlio Dinis escreveu, Roque Gameiro pintou e a Andreia Pires lê. As Pupilas do Senhor Reitor.


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